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Lambari no Fly

23 June 2009 6 Comentários

Peguei meu Fusca, minha Alemoa, meus cães e tirei mini férias de 5 dias na nossa casa de campo. Já falei sobre os Encantos de Rio dos Cedros em pleno verão, agora estamos no inverno e a cada estação os cenários mudam completamente. Falamos disso depois, agora é hora de falar sobre Lambari no Fly

Lambari no Fly

Lambari com mosca seca em um rio de cristalinas águas rápidas foi a minha primeira experiência com o fly fishing, eu queria iniciar em grande estilo. Depois disso já contei mais de uma centena de idas ao rio com as pequenas moscas flutuantes em busca dos vorazes predadores e eles sempre fizeram o tempo voar na sua companhia.

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Como o rio estava praticamente parado pela falta de água vertendo da barragem escolhi um belo ponto do rio onde seria possível pescar sem precisar vadear e assim ter a companhia da Bianca que não tem wader. Primeiro fui sozinho pra prospectar o local e apesar da tarde nublada os lambaris estavam por lá, mas muito preguiçosos. Aproveitei que estava de wader para investigar o que havia de entre as pedras. Como a previsão para o dia seguinte seria de sol, decidi que passaríamos a parte mais quente do dia por ali. À noite, por precaução, atei meia dúzia de larvas de midges e caddis lastreadas em anzóis #16 imitando o que vi entre as pedras do rio.

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E não é que no outro dia os lambaris não queriam nem saber das moscas secas? Não tinha sol ou sombra que os fizessem subir com aquela vontade das águas rápidas e o jeito foi mudar as iscas para pequenas moscas que eu havia atado na noite anterior. O resultado foram lambaris se estapeando pelas pequenas iscas em anzol #16.

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Não eram lá muito grandes na maioria, mas saiu uma meia dúzia de 16 cm. A Bianca chegou a cansar e eu, viciado que sou, passei mais um tempão brigando com a fome e o avançar da hora. Ela já tinha ido passear com os cães e eu só me rendi quando, depois da sombra cobrir toda a água os pequenos insaciáveis cessarem quase que por completo a sua orgia alimentar.

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Você pode ver no detalhe algumas das moscas utilizadas com mais sucesso. Simples, fáceis de atar e extremamente eficientes pelo simples fato de imitarem exatamente o que os peixes daquele ponto estavam comendo. Vejo muita gente perguntando qual mosca utilizar para determinados peixes, mas se você está iniciando no fly fishing, lembre-se sempre de que a melhor resposta para essa pergunta é o rio que vai lhe dar.

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O Cenário

As matas que misturam a vegetação nativa com o florestamento de pinus e eucalipto (é errado dizer reflorestamento, pois esse termo tecnicamente deveria ser utilizado quando do plantio de espécies nativas) formam a moldura do cenário cujo elemento principal é a represa da Barragem do Pinhal.

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Mal começamos o período de estiagem mais severa do inverno e a represa já está vários metros abaixo do seu nível de verão. Em um número gigantesco de locais a água se afastou por dezenas de metros criando paisagens diferentes das habituais, nos levando a lugares aonde só chegaríamos de barco, ou a nado. Uma paisagem desconcertantemente bela. Fiquei pensando sobre o contraste de termos em algumas regiões barragens em ponto de ceder a pressão da água acumulada e este reservatório com o nível tão baixo, dando mostras de baixará ainda mais.

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Enquanto o verão de Rio dos Cedros nos proporciona refrescantes banhos de represa nos finais de tarde encalorados antes de um bom churrasco e uma cerveja geladinha, o inverno nos convida a noites de atados, vinhos e aconchegos.

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O Rio dos Cedros

O rio se divide em duas porções, a primeira acima da serra e antes do conduto forçado da hidrelétrica e a segunda, que desce o restante da serra formando um rio de águas rápidas e cristalinas. Como a barragem quase não está vertendo água a parte de cima do rio está quase parada, correndo muito lentamente.

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Deduzi que com a ausência dos rápidos a busca pelas saicangas ou jacundás com minhas Wolly Buggers imitando pancoras seria infrutífera, por isso dei preferência a uma pescaria mais light e descontraída onde seria fácil ter a companhia da Bianca. Deixei o rio para a próxima semana.

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6 Comments »

  • Valérie said:

    Junior, a melhor coisa que vc fez na sua vida foi mudar para o Sul. Que lugar lindo!!! Parabpens

    abçs

  • Eloy Labatut said:

    Silvicultura: é o nome correto para o cultivo de árvores com finalidades financeiras.

    Que mudança da barragem agora no inverno hein! Talvez isso explique a pequena população de tilápias e outros peixes que têm o hábito de desovar em áreas rasas. Pois no inverno estas áreas ficam secas. Mas mesmo assim é uma boa oportunidade de mapear locais onde poderá encontrar alguma tilápia, traíra ou até mesmo uma carpa comedora de ninfas.

    O rio sem correnteza é um ambiente completamente diferente. Os peixes não precisam ficar em locais que o “rio manda” podem passear à vontade, caçando o que quiserem. Assim vai ser difícil encontrar as saicangas e jacundás, talvez com pequenos streamers. Já os lambas… bom eles você sabe como encontrar, aliás achei eles mais finos que os que tem por aqui, será outra espécie?

    Novamente meu comentário mais parece um tópico. hehehe.

    Abração.

  • Jose said:

    Así da gusto.
    Ata levades os cans de pesca.
    Os lambaris ¿son ciprínidos? Polo menos son moi semellantes.
    O repoboamento con piñeiros e eucaliptos non ten perdón de Deus.
    A man do home fai verdadeiras catástrofes.
    Saúdos.

  • Donizete said:

    Olá parceiro de pesca deixei um Selo legal prá vc. la no meu blog.

    Passe lá e pegue… parabéns pelo site tá muito bom mesmo..

    http://pescacomigo.blogspot.com/2009/06/premio-este-blog-e-um-presente.html

    Bom início de semana

    Donizete

  • gregorio said:

    que lambari diferente, parece mais um (bricon) pirapitiga do sul, eu troco qualquer pescaria de tucunare por um pescaria de lamba,
    abraçe

    teu blog tem muuuuuuuuuuuuuuuuuuito estilo

  • Spin Glo (Varejeira) | Fly Magazine said:

    [...] você gostou desse texto talvez se interesse por Lambari no Fly, Lambari na Mosca Seca, Vara de Fly para Lambari, Saicanga ou Lambari?. Dica da [...]

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